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Copos e Garrafas. Parte 2

Adormeci e acordei logo em seguida com o meu celular tocando. Era Sorocaba. Fudeu. Preferi não atender, eu não estava com nada de paciência para ouvir que sou um cara sem responsabilidade.
Fui para cozinha comer alguma coisa. Nada de aveia e claras de ovos. Queria comer algo que me alimentasse de verdade. Coloquei uma água no fogão para preparar um macarrão. Tava olhando a cidade pela janela enorme da minha cozinha quando ouvi alguém bater na minha porta. Fui indo em direção à ela, quando lembrei que poderia ser Alessandro. Outro pra dizer que não sou responsável.
Foda-se. Abri a porta.
Ela estava com um sorriso sem jeito. Devo ter ficado com uma cara de idiota (mais ainda) por uns cinco minutos. Vai ver foi por isso que ela deu um tapa de leve na minha testa. Amava essas demonstrações de carinho dela.
-Planeta Terra chamando!
-Hãm? Ah tá. Oi!
-Cê tá bem?
-Tô, claro. Quer entrar?
-Sim.
Ela entrou, parou um pouco na porta e começou a cuidar onde pisava. A sala estava cheia de vidros quebrados no chão, era o resultado da raiva e do ciúme de algumas horas antes.
-O que aconteceu aqui, Lucas?
-Eu tropecei e, e.. Derrubei os vasos.
-Que eu lembre esses vazos ficavam na parte de cima da estante…
-Eu tirei eles para lavar.
-Você lavando os vazos, das flores de plástico? Ah, próxima piada.
Droga, ela me conhecia mesmo. Melhor mudar de assunto.
-Quer algo pra beber?
-Um copo de água só.
-Vamos pra cozinha?
-Ok.
Segui aquele corredor com ela caminhando atrás de mim. Certeza que ela estava olhando a minha tábua, opa, bunda. Ela sempre fazia isso. Dizia que era engraçado um homem ter peitos e não ter bunda. Não vou nem comentar de quando ela implicava com as minhas canelas.
Ela sentou na cadeira do balcão e eu fui pegar uma água da geladeira.
-Pra quê aquela água no fogo?
-Ah, é pro macarrão!
-Você vai comer macarrão? Tá esperando alguém? Porque se estiver, eu já vou indo…
-NÃO, quer dizer, não tô esperando ninguém. Só quero comer algo diferente hoje.
-Que milagre!
-Pois é. Aqui está a sua água. Quer mais alguma coisa?
-Nada não. Eu não posso demorar muito. Vim falar com você sobre um assunto importante.
-Sobre que assunto?
-A gente.
Continua.


Tinha que ser né hahahaha


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adrenalinadesign:

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01 Não Pode Parar – Inédita
02 Calma Amor – Inédita
03 Foi Daquele Jeito
04 Príncipe – Inédita
05 Mozão
06 Toda Toda
07 Comigo É Assim Lapada Lapada – Inédita
08 Interrogações – Inédita
09 Beijar À Queima-Roupa
10 Destino – Inédita
11 Copos E Garrafas – Inédita
12 Saudade Idiota
13 Muié –…


Copos e Garrafas. Parte 1

No fundo eu sabia que iria doer, mas eu sou orgulhoso demais para assumir isso. Já se completava um ano que tínhamos terminado. Um ano que meu coração estava como copos e garrafas jogados no chão.
Sai do escritório para almoçar, na verdade, fui obrigado por Sorocaba a sair daquela sala e ir comer alguma coisa. Mais tarde teríamos uma reunião sobre o meu novo dvd, ânimo zero.
Entrei naquele restaurante recebendo olhares de duas mulheres que almoçavam. Eram gostosas. Mas nenhuma era minha ex-namorada.
Sentei numa mesa mais no fundo do restaurante, uma mesa mais reservada. O garçom veio me atender, eu prestava atenção no meu pedido, até que a porta daquele restaurante se abriu novamente, e ela entrou com aquele sorriso no qual eu ainda era apaixonado. Ela falava no telefone, sorrindo. Parecia feliz. Automaticamente sorri também, acho que o garçom percebeu e comentou:
-Ela é linda né?!
O encarei sério, que porra ele tava fazendo? Ela é perfeita, mas é minha.
-É linda sim, mas muita areia pro teu caminhão.
-Eu sei, por isso que ela namora meu patrão.
Senti uma facada no meu coração. Não é exagero. Eu senti uma dor inexplicável. Eu ainda não tinha aceitado nosso término. E talvez nunca aceitaria. Da outra vez que eu a vi, ela estava acompanhada com um rapaz, Leandro me segurou para eu não me meter em confusão. Não adiantou muito. Ela ficou envergonhada com a minha gritaria naquela maldita balada, fingia que não era com ela. É, realmente eu não posso beber.
Levantei da cadeira e fui em direção a sua mesa, ela ainda falava no telefone. Quando percebeu que eu estava me aproximando, desligou o celular e se encolheu um pouco. Me senti o pior cara do mundo, ela estava com medo de mim. Aquele fiasco na Woods realmente havia piorado minha situação com ela. Parei na frente da sua mesa e senti aquele cheiro tão perfeito. Eu que tinha dado aquele perfume de aniversário para ela. E foi por isso que senti um pouco de alegria.
-Oi! Como é que tá? Tá tudo bem?
-Estou ótima Lucas, e você?
-Tô, tô ótimo também!
Ela olhou no fundo dos meus olhos. É, ela percebeu que eu não estava ótimo. Esse dom que ela tinha de saber como eu estava só pelo olhar, era um dos meus favoritos.
-Tem certeza?
Não deu tempo de sequer eu responder, chegou um idiota puxando a cadeira e sentando entre a gente, só faltou me empurrar para sentar alí.
-Oi meu amor, demorei?
-Não, demorou nada não. - ela ficou sem jeito.
Mas ficou ainda mais sem jeito, quando ele a puxou para um beijo demorado. Nem esperei eles “terminarem” aquela cena de cinema e saí fervendo de raiva.
Entrei no carro e soqueei o volante. Liguei o carro e sai numa das maiores velocidades que ele tinha. Fui para meu apartamento, cheguei chutando a porta. A senhora que era minha vizinha apareceu, perguntou se estava tudo bem. Não respondi, eu já estava chorando.
Me tranquei naquele lugar, derrubei aqueles vazos idiotas com flores de plástico de cima da estante.
Aqueles prêmios de “melhor cantor” também pararam no chão. Eu estava com um ódio tão grande de mim mesmo, eu deixei a mulher da minha vida escapar pela minhas mãos. Preferi trocar ela por uma vagabunda da noite, sabendo que ela não perdoava traição. Sites e revistas a chamaram de corna, de idiota. Eles sempre faziam isso com boatos, mas daquela vez, tinham fotos. E essas fotos terminaram com tudo.
Fiz ela passar vergonha, ser demitida do trabalho. Tudo culpa minha.
Me joguei na cama, peguei no criado-mudo a única foto que eu ainda tinha dela. Realmente, a ausência dela estava acabando comigo.
Adormeci abraçado ao travesseiro dela. Criei uma imagem de “homem forte” na mídia, não pelos meus músculos, sei lá pelo o quê. Só que eu não sou nada disso, sou um cara que sofre por amor.
Continua.


“De você, eu guardo a saudade mais bonita.”
— October, 1994.  (via infinitivas)

“O destino deve estar nos olhando, com aquela cara de quem diz: eu tentei juntar vocês dois.”
— Lucas Lucco

“Uma menina séria e um sonhador.”
— Lucas Lucco

“Some, some da minha vida eu falei. E Dancei. Cresce, cresce quantas vezes eu te pedi. Vacilei.”
— Lucas Lucco

“Botar ponto final no amor pra quê? Se a vírgula vai resolver?! […] Melhor parar com interrogações.”
— Lucas Lucco

“Os perfeitos não sabem amar.”
— Lucas Lucco

“Eu tô de boa, eu tô de boa. Só com saudade de uns tempos aí. Só com saudade de uns tempos aí…”
— Lucas Lucco

“Copos e garrafas jogados no chão nem se comparam, com o estrago no meu coração.”
— Lucas Lucco

sopro de Deus